sábado, 27 de junho de 2009

Chapter 1

Há 20 anos começou uma corrente de guerras que marcaria a historia da humanidade para sempre. Como já fora previsto a queda do império capitalista desencadeou uma serie de conflitos pelo mundo todo, anarquia se instalou em diversos lugares pelo mundo todo e a sociedade como conhecemos ele no inicio do século deixou de existir. Das ruínas surgiu uma nova ordem surgiu.
O pior que foi um pouco tarde para o planeta. No meio do conflito um armagedon nuclear aconteceu e dizimou a maior parte da terra. Com estas explosões a camada de ozônio foi completamente desionizada e ficamos com nenhuma protecção e com isso tornou-se inviável sustentar uma vida diurna na Terra.

A solução foi a PROTEGO uma camada artificial que filtraria os raios do sol e substituindo essa camada natural e podendo assim reconstruir a civilização. Só que não foi bem assim. Esta camada de fato protege contra os raios Nocivos, porém não respira de forma que a natural respirava. Em suma a Terra virou uma grande estufa. Quente de noite e insuportável durante o dia.

Tony gostava da vida noturna, a sua vida inteira.A noite fora uma amiga inseparável, encobertando os seus passos para poder com a sua "irmã" ou lhe esconder para os serviços da Família. Gozava de tudo que a cidade de Vitoria tinha a oferecer. Tinha os seus charutos os ternos caros e das das mulheres mais belas. O seu esconderijo durante as noites é a Siren's Song. O clima sombrio e o cheiro de perfume e charutos baratos acompanhado de um conhaque e um jazz faziam o estilo do recinto, e consequentemente refletiam sobre seu dono um clássico Capo italiano. Os seus 1,70m 72kg de musculatura compacta, queixo quadrado e olhos e cabelos negros o fazia destacar da multidão, apesar que seu Maverick V8 também ajudava.

Aquela noite era como qualquer outra de folga de seus serviços de "solucionar problemas". The Siren's Song era um local de trabalho, quem tinha um problema e o dinheiro suficiente o procurava lá. Naquela noite ninguém tinha o procurado ate então, e ele não se importava pois estava exausto e enfadado. O seu ultimo serviço tinha o fatigado, não somente do lado físico mas também do lado psicológico. Matar mulheres não era seu ramo mas tinha aberto exção, abusar de criança era coisa realmente vil.

Foi nesse momento que uma mulher entrou. Ela era uma mulher extremamente bela, não pera ae...Tony se pegou tentando achar a origem de tanta sensualidade e ele nao conseguia achar... a melhor coisa era chama-la para cima. Ele passou a mensagem para o PDA do Juca, era pra dar uma das rosas negras que haviam debaixo do balcão. Estas rosas eram como se fossem lendas urbanas, só subia para ver o Tony quem tivesse uma dessas rosas. Fora estes encontros, seja pelo prazer seja pelos negócios, Tony, assim como as rosas negras, eram uma lenda.

-Me indicaram essa mesa aqui. Falaram que o Tony queria falar comigo. Você é o Tony não é.

Tony ficou embasbacado, era magra de forma fina mesmo, não ao ponto de ser feio mas era muito magrinha porém tinha uma força sedutora tão bestial que estava lutando contra o seu id e consequentemente uma erecção embaraçosa. O vestido dela parecia estar enfeitiçado pelos seus quadris feito de algum material que desafia as leis da inercia e da gravidade. Seu cabelos eram negros cortados um pouco abaixo da orelha e olhos verdes formavam uma combinação altamente erótica que agora enfeitiçava o Tony de forma que nunca sentiu antes.
- ...
-Que foi Tony? Ficou sem palavras? Vou precisar te mergulhar? ... parece que sim.

O mundo começou a embaçar e a mulher a dançar. O copo dela repousava sobre a mesa na sua frente. O liquido agora alçava voo e gotejava na mesa formando uma superficie espelhada. A mulher misteriosa agora fazia uma dança que vagamente lembrava de dança do ventre. As mãos desenhavam figuras estranhas no ar. Tony estava hipnotizado pela dança e encontrou-se mergulhado no próprio desejo de forma que jamais imaginaria sentir-se. Estava embriagado pelo desejo por essa mulher.

Do mesmo jeito que começou de forma misteriosa e gradual agora tinha terminado. A mulher cessou a dança e caminhou ate o Tony e o levantou pelo queixo e o puxou para perto e deitar-se na mesa. Tony começo a sentir que estava caindo. Quando finalmente sentiu que atingiu o chão olhou a sua volta e viu as ruínas do antigo Planeta Ibiza, clube que ele obrigara a fechar para poder montar seu negócio.

A confusão de Tony era óbvia. Não entendia como foi que ele chegou la, nem como o clube dele desapareceu. Foi então no meio das ruínas ele reconheceu a mulher de preto. Ela começou a dançar novamente mas agora de uma outra forma. O cenário era uma caricatura da realidade uma piada que estava ficando sem graça e muito rápido. Quando fitou a mulher novamente ela estava diferente. O vestido dela agora estava se transformando em uma camada de penas negras, seus braços em asas compridas e seus olhos lentamente ficando amarelos enquanto ela o olhava profundamente nos olhos.

- Tony você esta com a cara confusa ... precisa de ajuda? Você é um City Dweller meu rapaz pensei que você se sentiria a vontade deste lado do Véu.

Houve uma grande pausa e uma perpetuação da cara confusa do Tony. Ele nunca havia passado para este lado do véu. O underworld é o lado mais energético e menos físico do nosso mundo, somente os lugares que foram depositadas muita energia emocional existem nesse lugar portanto seu clube novo ainda não tinha criado raízes neste mundo. Via os escombros do Planeta Ibiza a sua volta e sentia os sentimentos invadindo sua cabeça e sumindo de inveja, felicidade, tristeza entre outros que eram tão embaralhadas que não conseguia segurá-los por muito tempo. O estranho é que sabia que esses sentimentos não eram seus.

-Concentre rapaz, não são seus esses pensamentos ... vai transforme...é o único jeito.

Tony gritava com o esforço de libertar a cabeça dele desses tais sentimentos. Parecia praticamente impossível, começou a perder o controle. A ira que crescia dentro do seu corpo ficando agora mais tangível e crescendo dentro de si sentindo o o corpo inchar.

Dor ... Tony sentia dor ... acordou no Siren's Song suado e nú, não entendendo nada. A unica explicação plausivel era de que fora drogado e tinha transado com aquela maluca e ela roubado a sua roupa. Mas o que era akele sonho. Ele ficou aliviado ao ver que sua carteira e suas chaves estavam em cima da mesa. Ele pegou o sua betetta que mantinha debaixo da mesa e foi se arrumar. The Siren's Song estava vazia então Tony desceu para poder tomar um banho. Enquanto decia pensava sobre o sobre o sonho e arquejou quando ao tentar alcançar um copo para tomar um drinque e viu que estava sangrando de um ferimento que tinha nas costas. Pegou um dos espelhos enormes que tinha la na pista e viu que o enorme ferimento estava fechando.

Assustado e confuso, Tony entrou no quarto que ele tinha e sacou uma calca e uma camisa, enfiou um .40 na calça e entrou no seu Maverick cantando os pneus ao sair. Com tantos fatores diferentes sua cabeça estava um nó. De repente lembrou de um caso de trabalho que recebera pra matar o gerente de importação que tomou 6 tiros de escopeta e somente no 7º que ele morreu. Muito estranho, sua cabeça estava a mil quando entrou numa rua quando uma coisa enorme e preta caiu sobre o capô do carro. Tony freiou o carro arremessando a tal coisa sobre o assfalto na sua frente. Na melhor das hipoteses seria um mendingo que ninguem daria falta na pior um assalto ou alguem caçando sua cabeça. A noite ja estava estranha demais para arriscar ser pego de supresa. Ele sacou seu .40 e andou cautelosamente até a figura caida.

Somente depois de sair do carro que percebeu o tamanho da criatura que ele atropelou. Parecia um cavalo ou algo parecido. Ao olhar para tras viu o tamanho do estrago que o seu carro sofreu, dessa vez vai ser uma nota concertar. Voltando sua atenção à criatura ele nao a viu em lugar algum, simplesmente sumiu do nada. Que estranho. Do nada saiu uma rizada medonha, um riso meio embriagado, meio lunático.

- Um Vic oito canecas. Realmente não esperava que fosse tao duro. Para mim ia ser de fibra de vidro!
-Huh, que esperava ... não é que nem um desses barbiadores eletricos que temos hoje em dia. Isso que eh carro de verdade!

Novamente uma confusão desconsertante tomou conta do Tony, O ser retorcido foi o que ele atropelou aos plenos 60 km/h estava de pé e recolocando os ossos quebrados no lugar, enquanto o outro lançava um olhar que podia rancar a carne dos ossos. Sem pensar duas vezes ele sacou a arma e apontou para o meio do peito do mais proximo.

-Olha! Uma arma! que legal ... a respeito vc pretendia usar isso em mim??? hahahahahahh
- Uma coisa é ser atropelado outra totalmente vc tomar uma bala dundum no peito ... quer experimentar? Senão pode ir se explicando que nao estou gostando nada disso ...
- Explicar ... acho que não ... tava mais pra te matar. A proposito... pode mandar o que voce tem ae que senao eu vou rancar seu coração.

Uma chuva de tiros ecoaram pela noite, e ele sabia que os tiras iriam chegar. Ao virar de costas e começar a tentar ligar novamente seu carro ouviu o som de risos maleficos que vinham do mais noco coador humano.

- Te falei que nao ia adiantar, ... po gostava dessa camisa ...
-Será que teremos que mostrar como é que faz?
-Tanto o melhor ...

Tony se virou e viu que das sombras sairam duas abominações que pareciam com lobishomens mas nao podiam ser porque essas coisas nao existem. No segundo momento sentia uma furia, uma ansia de luta subindo dentro do seu ser mas ele o controlou. Raiva pe a a ultima coisa que vc pode sentir numa situação como essa que exigia o maximo de raciocinio.

- Vamos muda, nao adianta voce ficar assim, nao tem nem graça.
- Nao é possivel que vc apagou o Fuinha nessa forma ... ih pelo jeito foi ...

Tava na cara que Tony não fazia a menor ideia do que estavam falando. Ele voltou a descarregar a sua .40 quando mais rápido que o pensamento o primeiro golpe veio. Era um soco mirado bem no meio do seu peito o arremessando contra o carro. No impacto sentiu sua espinha partir sobre a frente do carro.

- Cuidado cara! nao iamos nos divertir?!? Deixa ele mudar primeiro!
- Cala a boca sua vira-lata! Olha so ele ja esta levantando, nao se preocupe. Ele so precisava de um estímulo veja la ja comecou ...

A raiva crescente do deboche dos dois estava a limite de que podia aguentar. Tony rastejou até a parte passageira do carro e pegou o magnum que deixava debaixo do banco passageiro. O animal agora vinha avancando contra ele, mesmo tendo acertado o peito em cheio com 4 tiros de hollowpoint ele continuou vindo. Ele agarrou Tony pela garganta e o levantou do chão apertando cada vez mais.

-Rapaz quando voce vai largar essas armas e lutar como um ...

A fala fora interrompido por um tiro debaixo do queixo da criatura que caiu sem vida no chão. Instantes depois foi recebido por uma garrada que vindo do segundo atacante que o jogou contra uma grade de portão. A sua furia chegou a um pounto incontrolável quando sentiu uma força invadir seus musculos e rancou a grade de seus aricerces e o lançou contra seu atacante sem um esforço aparente.

- Isso sucumbe á furia jovem City Dweller! Esta quase la! Continue!

O corpo inerte do primeiro ja estava dando sinais de vida. O Tony sabia que ele nao estaria nada contente quando acordasse. Tony então partiu para cima do Vira Lata e tentou acertá-lo com um soco mas o grandalhao conseguiu esquivar como se jamais estivesse ali e acertou com uma garrada no rosto.

Ao parar de arrasstar pelo asfalto sentiu o crescimento nos seu ossos, a furia queimando nas suas veias e partiu para cima do vira lata que o mordeu com o seu fussinho sentindo seus instintos o dominando agora e tentando disferir duas garradas. As duas garradas foram aparadas pelos longos e delgados bracos do Vira lata porem a mordida acertou em cheio e arrancou um pedaço de carne do seu pescoço.

O Segundo tentou se levantar mas caiu novamente limitando-se a rastejar pelo chao. Vira lata estava ferido e sangrando muito, nao conseguia se concentrar para estancar o sangramento e estava em estado de choque. Procurava ansioso pelo Filhote porem nao conseguia o achar no escuro.

O corpo de Tony agora agia por instinto, rodiando sua presa, estava totalmente dominado pelos seus mais carnais sentimentos. O seu lado lobo estava liberto e nem a limitacao de nao praticar canibalismo o limitava agora pois a sua fome por carne ja fora dispertada. Via o desespero na face da sua presa quando nao conseguiu achar o seu cheiro que era otimo pois nao fazia a menor ideia onde estava.

Vira-lata tinha visto que as coisas tinham saido de controle. A caça tinha virado o caçador e a coisa mais prudente seria uma retidada. Então tomado pelo instinto tomou a sua forma mais veloz, a de um lobo, e correu o mais depressa que podia. Correu em linha reta para uma pequena peninsula que havia nas docas do Iate clube onde evidentemente ficou preso. O cheiro do seu pavor e a trilha de sangue que deixou intoxicou o ar e indicou precisamente sua localização para a Alegria de Tony.

A bartir dali Tony o cercou vindo lentamente e furtivamente deu o golpe final: uma outra mordida certeira mas dessa vez acertando a traqueia do Vira-lata que lentamente suffocou sua vitima enquanto era lancado ao chão com a força do impacto. Quando comecou a devorar a carne de sua presa uma águia enorme chegou ao local juntamente com um homen alto e troncudo com algumas bolsas cruzando o peito num cinturão, vestido somente com uma calça de couro crú. Tony virou e rosnou para os dois quando o homen tirou um de uma das bolsas desenhando uma runa no ar. Com algumas palavras ditas em linguas mortas o Tony voltou a sua forma humanóide e caiu desfalecido, meio devido aos seus ferimentos metade pela fadiga mental e fisica por ter mantido essa forma.

-Vamos te levar para casa meu caro não se preocupe.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Prólogo

Era o ano 1998, o ano da mudança como já previa o ancião Rugido de Ursa. Suas visões previam o fim dos tempos. Os trailblazers, responsáveis pelas previsões, da aldeia o gozava e falaram que era sinal de tempos férteis, melhores até que podiam ser contemplados em nossa vida terrena. A verdade é que sabiam que alguma parcela de verdade havia de ter, já que Rugido de Ursa jamais errara nas suas previsões. E essa impressão estava estampada em seus rostos.

A vida era boa, pacata e tranquila, como sempre foi naquela vale no noroeste dos EUA. Os humanos empurravam mais para dentro da floresta; mas de pouco adianta frena-los. A maquina da economia americana era forte demais para parar agora. Eles sabiam que os salmões sempre virão, sempre haverá verde e sempre haverá algumas idiotas para roubar uma coisa doce. a vida em geral era boa.
Viver como urso nessas partes sempre foi tranquilo e seria sempre se não tivesse começado uma guerra, uma guerra que marcaria os tempos.

Ele tinha apenas 4 meses quando tudo começou, Joseph, como viria a ser chamado mais tarde, brincava com seus outros dois irmãos enquanto aproximava o crepúsculo. A noite que ainda surgia já lançava seus tentáculos sobre a terra com compridas sombras dos grandes carvalhos e pinheiros.

O cheiros continuavam fortes mas tinha um cheiro tanto comum mas ... tinha algo estranho que ninguém conseguia colocar um dedo no que era. Era o cheiro de podridão e cheiro da loucura. E estava chegando perto.
Eram duas sombras gélidas de representação fidedígna do que era antes de todo equilíbrio, que agora passou a ser a fonte de toda coisa vil deste e do outro lado do véu. Eram criaturas que tinham a anatomia de uma mistura de um morcego e um lobo, com a criatividade de Tim Burton usando Crystal Meth. Exalavam o cheiro de uma mistura de uma criatura moribunda com ela extremamente confusa, e tinha o riso maléfico de uma hiena.

Aproximavam com passos furtivos e com o riso bastardo que traduzia a natureza de sua missão: estavam a caça. Olindamara de imediato reconheceu-os eram Sombras, crias de um ritual maldito em que alem de tudo olhavam a Frenezi na sua cara.

Olindamara rapidamente chamou os seus filhotes para dentro da toca, mas como quase não tem nada que ofereça perigo a um urso a ordem fora ignorada. Eles so se deram conta do perigo quando viram sua mãe começar a mudar.....

A Morphos eh o que sempre vemos em filmes como a mutação dos metamorfos. A única diferença é que as formas não são limitados de homem e animal... pode ser coisa entre um e outro. O animal a ser assumido também vai variar de acordo com o individuo, pois é o estado de espírito que vai determinar a sua forma.

A Olindamara assumiu a forma Nanulak, sua forma guerreira. Ao se deparar com a sua mãe transformando-se em um ser enorme de aproximadamente 2,5m de altura e com a aparência que parecia remotamente com um urso atenderam prontamente à ordem por parte pelo imediato sensação de que havia algo errado e por parte por puro terror da ira estampado na face de sua mãe.

Enquanto seus filhotes corriam para dentro da toda, a Olindamara se adiantou sabendo que mesmo que em seu território não chegaria a tempo de evitar a caça. A única chance era que os outros do acampamento teriam a mesmo instinto que ela. e juntar à batalha. enquanto partia de encontro de encontro da matilha invasora ela não conseguia parar de relembrar do últimos dias que ela repassara todos os portais e todos os túneis certificando que as barreiras apropriadas eram postas. Como eles passaram pelos sentinelas? Será que estamos tão ultrapassados que nem o cheiro do inimigo estamos conseguindo lembrar mais?

Nada mais disso importava. Estavam dentro da floresta e estavam nos caçando.

- Vamos! Vocês querem caçar??? Vamos aparecem então!!!

O silencio era de roer os ossos, cara pelo do corpo de Olindamara estava de pé e estava em total estado de alerta. Cada sombra poderia ser uma Sombra, não havia nada mais a se fazer...

- Uma coisa de cada vez Olindamara não vamos pular as preliminares ... não vai me dizer que não lembra de mim.
-De nos....

O terror do momento tomou conta de Olindamara. A Guerra dos Tempos foi um terrível embate dos metamorfos contra as Sombras nos anos anos '70, no mundo profano, essa guerra foi chamado de Guerra do Vietinã. Essa guerra quase levou os Ursidae assim como outras comunidades de metamorfos à extinção.

- Vejo que esse cicatriz ainda queima ... minhas presais ainda anseiam por sua carne .. temos assuntos a resolver. Se você quiser ir Requiem, fica a vontade de matar sua fome.

E com isso Requiem partiu para saciar sua fome de carnificina. O Requiem conheceu o Espiral quando ainda era jovem. Quando ingressou no exercito americano não tinha ideia de sua linhagem metamorfo. No meio das Batalhas as sombras tocavam suas harpas incitando o seu lado mais bestial e ele trucidou toda o seu esquadrão. Os Harlequins realmente fizeram um trabalho excelente.

- Realmente ela ainda ... é impressionante como este veneno é eficiente ! É só eu abrir os meus olhos que é como a primeira mordida. Veja só ...
- Seu desgraçado! Era preferível que eu deixasse que o Nexus ter-los arrancado!
- Pois é ... como é bom saber que ainda funciona. Os três filhotes, algum mostra sinal de potencial?
- O Requiem já vai descobrir!

*

Requiem estava chegando perto do ninho, podia ouvir os três corações batendo sabendo que a qualquer momento a própria morte estaria no seu encalço. O cheiro de sangue prestes a ser derramado fazia a boca diabolicamente enorme de Requiem salivar.

Quando de repente saltou do alto de um enorme carvalho um enorme corvo. Era um Corax, uma variedade de metamorfo que era metade corvo. Suas penas negras reflectiam levemente a luz do luar. Estivera esperando o momento certo de agir pois sabia que de pouco iria aguentar contra um veterano de guerra como o Requiem. A função dele era retardar o Requiem o quanto possível para que Olindamara chegasse. Ele viu a fúria transbordando do corpo de Requieme foi que alçou voo e concentrou-se na esquiva.

O primeiro golpe passou longe do flanco de Requiem nem necessitando de esquiva, porem a segunda acertou em cheio nas suas costelas estilhaçando pelo menos dois e perfurando seu pulmão. Isso seria mais difícil do que estava imaginando, ainda mais porque não viu o segundo golpe vindo, a fúria Lupina era demais para aguentar.

Logo que conseguiu ativou o fetiche que o acompanhava havia tempo. Era um frasco esférica que ele inalou o conteúdo para depois assoprar uma densa fumaça densa e fétida que camuflava a presença de Apollo. Tirando a audição o Requiem estava cego.

Apollo alçou voo e subiu acima das árvores tentando se recuperar do golpe que tinha tomado e observando cada movimento do Requiem enquanto dava golpes frenéticos tentando acertar o corvo. Assim que Requiem abriu a guarda em mais uma salva de golpes Apollo fez um rasante e cortou a fronte de Apollo com a ponta de sua asa. Apollo subia novamente enquanto ouvia os Gritos de frustração de Requiem enquanto o sangue descia para dentro dos olhos. O segundo veio da mesma maneira do primeiro... só que em vez de acertar a fronte.... dessa vez foi no alvo.... cruzou os dois olhos de Requem fazendo que estourassem. Agora independente da fumaça já estar dissipando, Requiem estava totalmente cego.

Percebendo a sua fraqueza acalmou o lobo dentro de si e resolveu lutar com a cabeça. Sabia que tinha acertado aquele corvo com uma boa garrada e que tinha fracturado algumas costelas, talvez fosse possível ouvi-lo. Um novo golpe atingiu-o no meio do peito como um aríete, jogando-o no chão. Pelo menos é possível ouvi-lo vindo pois alem do barulho do farfalhar de penas ainda tinha o chiado de seu pulmão perfurado. No próximo acertaria.

Apollo sofridamente preparou-se para dar outro rasante sabendo que não aguentaria por muito tempo. Estava ficando progressivamente mais difícil de respirar e o gosto de sangue na sua boca era um péssimo sinal que o pulmão fora dilacerado. Sua cortina já há muito tempo se dissipara e sabia que tinha mais um ou dois golpes antes de ter de bater em retirada. Com isso em mente desceu em que temia ser sua ultima rasante.

Os filhotes assistiram a luta desde o inicio e perceberam que mesmo cego e cortado Réquiemera um predador formidável e que seria apenas uma questão de tempo até que Apollo fosse abatido. O maior dos filhotes enquanto examinava isso olhou para trás e encontrou seus dois irmãos apavorados. Joseph sentia se valente perante isso e vontade não lhe faltava para entrar e ajudar. Sua calma agora dava lugar a uma precipitação de batalha sentia seus musculos ficando tensos e rijos. Olhando a sua volta percebeu que não estavam com medo da batalha e sim dele mesmo.

O ultimo rasante deixou profundos cortes em suas costas, mas tinha percebido que todo vigor do corvo tinha se desviado e que o próximo ataque seria seu ultimo. Conseguia perceber que a trajectória de ataque sempre vinha de um dos lados e que o esforço de cada ataque já tinha deixado exausto. Era agora ou nunca, Requiem preparou-se para dar uma mordida ao próximo ataque que pelo jeito veio do lado direito. Com uma perfeição mortífera Requiem enterrou suas presas no pescoço do corvo, mas sem antes receber com todo o momentum o peso do corpo do corvo com as 8 garras enfiados no seu busto.

O filhote vendo a cena, com sua fúria dos ancestrais partiu para cima do assassino do seu amigo de infância, babando e exulando todo o que sentia e deixava de sentir naquele momento. Requiem por sua vez sentia o cheiro de fúria no ar e sabia que se ficasse por ali suas chances seriam quase nulas se o Roadrash não chegasse logo.

*

Olindamara observava o Roadrash procurando qualquer mensao de ataque ou movimentação brusca enquanto se rodavam mantendo uma distancia logo traz do alcance do outro. Olindamara depositou toda a sua fúria nos seus músculos já tesos, prontos para receber o primeiro golpe já que sabia que os lobos foram feitos para serem rápidos e esguios para dar o primeiro golpe e minar as forcas do adversário para o resto da matilha terminar de abatera presa. Já os ursos o contrario foram feitos pesados e tenazes para abater sua presa num único golpe e em seguida sobrepujar sua presa pela força bruta. E era isso mesmo que ela tentaria fazer, porém com o cheiro do sangue no ar ela sabia que tinha pouco tempo.

Olindamara fintou um ataque que forçou o Roadrash a antecipar seu ataque dando abertura para poder lançar o seu ataque. Roadrash acertou em cheio a sua mordida e uma das garradas em Olindamara fazendo ela desfalecer sobre o peso do próprio corpo. Logo em seguida a furia da Mãe Terra cresceu em seu busto reanimando o corpo desfalecido e mandando uma patada em direção à cabeça de Roadrash, acertando-o em cheio e mandando um pedaço de cranio voando pelo ar.

Este ultimo esforço esgotou seu corpo e Olindamara sentiu o corpo desfalecer sobre o seu próprio peso, agoniando e sangrando no chão da floresta. Estava satisfeita por ter morrido em nome da sua família. A sua única esperança era que Apollo deu conta do Requiem.

*

Perante a situação Requiem estava estático de espanto. Nenhum dos filhotes estavam em tempo cronológico suficiente para sofrer uma transformação. Sentia as emanações tóxicas da fúria pelo ar e isso não era nada bom. Um Nunalak em fúria já era um problema, semi-morto e cego lutando contra um Nunalak já era outra estória.

A sua primeira decisão era de obter um posicionamento táctico, uma de preferência fora do alcance do Nunalak, pois por mais que seus 2,10 e quase 300kg não era pária a um ser que mede pra mais de três e pesa quase uma tonelada de fúria correndo na direcção dele. Requiem seguiu seu primeiro instinto e subiu na árvore mais próxima. Apesar de cego o seu faro o guiava muito bem. Bem na maioria das situações o urso grisalho subia na árvore atrás da sua presa. este, já tomado pela fúria de Gaia, resolveu derrubar a árvore. No chão apavorado e perplexo com o acontecido Requiem bateu em retirada, assim talvez conseguindo ter segurança juntando-se à principal unidade.

Quando o filhote voltou a sí estava em uma forma que jamais conhecera. Estava branco com muito frio e tinha perdido quase todos os pelos. Mal conseguia sentir cheiro de nada e a sua visão tinha melhorado um pouco. Andava pela floresta e fia que estava destruida, queimada e o corpo dos ursos jaziam mortos no chão da floresta sagrada. Estavam muito maiores do que lembrava e de alguma forma numa forma familiar. Sentia uma culpa por akilo. Seja lá o que matou Apollo também matou a eles. A forma que estavam feridos deninciava isso claramente, e alem do mais os corpos ja entravam em estado de decomposição muito mais rápido do que era de se esperar.

Estava sozinho, frio e via e sentia coisas do mundo todo de uma outra forma. Sentia as coisas mudando no seu corpo que não conseguia explicar, estava sem as garras sem as presas estava alem de tudo indefeso, e exausto de fome.

O filhote andou dias apos dias, seu corpo mudava toda vez que tivesse um pensamento diferente. Por vezes perdia total controle do corpo e caia em convulsão em que partes distintas ocilavam entre a forma de um humano e de urso e tudo que vinha entre um e o outro. Estava perdendo a noção de o que era sonho e o que era realidade. Seus sonhos ele viajava para um mundo estranho, era a mesma floresta so que diferente. As vozes da floresta que sua mae tanto ensinara a escutar tinham corpos de vapor. Apollo veio até ele e falou para andar na direção onde o Sol Nascente tivesse no seu lado esquerdoe que lá teria respostas.