Era o ano 1998, o ano da mudança como já previa o ancião Rugido de Ursa. Suas visões previam o fim dos tempos. Os trailblazers, responsáveis pelas previsões, da aldeia o gozava e falaram que era sinal de tempos férteis, melhores até que podiam ser contemplados em nossa vida terrena. A verdade é que sabiam que alguma parcela de verdade havia de ter, já que Rugido de Ursa jamais errara nas suas previsões. E essa impressão estava estampada em seus rostos.
A vida era boa, pacata e tranquila, como sempre foi naquela vale no noroeste dos EUA. Os humanos empurravam mais para dentro da floresta; mas de pouco adianta frena-los. A maquina da economia americana era forte demais para parar agora. Eles sabiam que os salmões sempre virão, sempre haverá verde e sempre haverá algumas idiotas para roubar uma coisa doce. a vida em geral era boa.
Viver como urso nessas partes sempre foi tranquilo e seria sempre se não tivesse começado uma guerra, uma guerra que marcaria os tempos.
Ele tinha apenas 4 meses quando tudo começou, Joseph, como viria a ser chamado mais tarde, brincava com seus outros dois irmãos enquanto aproximava o crepúsculo. A noite que ainda surgia já lançava seus tentáculos sobre a terra com compridas sombras dos grandes carvalhos e pinheiros.
O cheiros continuavam fortes mas tinha um cheiro tanto comum mas ... tinha algo estranho que ninguém conseguia colocar um dedo no que era. Era o cheiro de podridão e cheiro da loucura. E estava chegando perto.
Eram duas sombras gélidas de representação fidedígna do que era antes de todo equilíbrio, que agora passou a ser a fonte de toda coisa vil deste e do outro lado do véu. Eram criaturas que tinham a anatomia de uma mistura de um morcego e um lobo, com a criatividade de Tim Burton usando Crystal Meth. Exalavam o cheiro de uma mistura de uma criatura moribunda com ela extremamente confusa, e tinha o riso maléfico de uma hiena.
Aproximavam com passos furtivos e com o riso bastardo que traduzia a natureza de sua missão: estavam a caça. Olindamara de imediato reconheceu-os eram Sombras, crias de um ritual maldito em que alem de tudo olhavam a Frenezi na sua cara.
Olindamara rapidamente chamou os seus filhotes para dentro da toca, mas como quase não tem nada que ofereça perigo a um urso a ordem fora ignorada. Eles so se deram conta do perigo quando viram sua mãe começar a mudar.....
A Morphos eh o que sempre vemos em filmes como a mutação dos metamorfos. A única diferença é que as formas não são limitados de homem e animal... pode ser coisa entre um e outro. O animal a ser assumido também vai variar de acordo com o individuo, pois é o estado de espírito que vai determinar a sua forma.
A Olindamara assumiu a forma Nanulak, sua forma guerreira. Ao se deparar com a sua mãe transformando-se em um ser enorme de aproximadamente 2,5m de altura e com a aparência que parecia remotamente com um urso atenderam prontamente à ordem por parte pelo imediato sensação de que havia algo errado e por parte por puro terror da ira estampado na face de sua mãe.
Enquanto seus filhotes corriam para dentro da toda, a Olindamara se adiantou sabendo que mesmo que em seu território não chegaria a tempo de evitar a caça. A única chance era que os outros do acampamento teriam a mesmo instinto que ela. e juntar à batalha. enquanto partia de encontro de encontro da matilha invasora ela não conseguia parar de relembrar do últimos dias que ela repassara todos os portais e todos os túneis certificando que as barreiras apropriadas eram postas. Como eles passaram pelos sentinelas? Será que estamos tão ultrapassados que nem o cheiro do inimigo estamos conseguindo lembrar mais?
Nada mais disso importava. Estavam dentro da floresta e estavam nos caçando.
- Vamos! Vocês querem caçar??? Vamos aparecem então!!!
O silencio era de roer os ossos, cara pelo do corpo de Olindamara estava de pé e estava em total estado de alerta. Cada sombra poderia ser uma Sombra, não havia nada mais a se fazer...
- Uma coisa de cada vez Olindamara não vamos pular as preliminares ... não vai me dizer que não lembra de mim.
-De nos....
O terror do momento tomou conta de Olindamara. A Guerra dos Tempos foi um terrível embate dos metamorfos contra as Sombras nos anos anos '70, no mundo profano, essa guerra foi chamado de Guerra do Vietinã. Essa guerra quase levou os Ursidae assim como outras comunidades de metamorfos à extinção.
- Vejo que esse cicatriz ainda queima ... minhas presais ainda anseiam por sua carne .. temos assuntos a resolver. Se você quiser ir Requiem, fica a vontade de matar sua fome.
E com isso Requiem partiu para saciar sua fome de carnificina. O Requiem conheceu o Espiral quando ainda era jovem. Quando ingressou no exercito americano não tinha ideia de sua linhagem metamorfo. No meio das Batalhas as sombras tocavam suas harpas incitando o seu lado mais bestial e ele trucidou toda o seu esquadrão. Os Harlequins realmente fizeram um trabalho excelente.
- Realmente ela ainda ... é impressionante como este veneno é eficiente ! É só eu abrir os meus olhos que é como a primeira mordida. Veja só ...
- Seu desgraçado! Era preferível que eu deixasse que o Nexus ter-los arrancado!
- Pois é ... como é bom saber que ainda funciona. Os três filhotes, algum mostra sinal de potencial?
- O Requiem já vai descobrir!
*
Requiem estava chegando perto do ninho, podia ouvir os três corações batendo sabendo que a qualquer momento a própria morte estaria no seu encalço. O cheiro de sangue prestes a ser derramado fazia a boca diabolicamente enorme de Requiem salivar.
Quando de repente saltou do alto de um enorme carvalho um enorme corvo. Era um Corax, uma variedade de metamorfo que era metade corvo. Suas penas negras reflectiam levemente a luz do luar. Estivera esperando o momento certo de agir pois sabia que de pouco iria aguentar contra um veterano de guerra como o Requiem. A função dele era retardar o Requiem o quanto possível para que Olindamara chegasse. Ele viu a fúria transbordando do corpo de Requieme foi que alçou voo e concentrou-se na esquiva.
O primeiro golpe passou longe do flanco de Requiem nem necessitando de esquiva, porem a segunda acertou em cheio nas suas costelas estilhaçando pelo menos dois e perfurando seu pulmão. Isso seria mais difícil do que estava imaginando, ainda mais porque não viu o segundo golpe vindo, a fúria Lupina era demais para aguentar.
Logo que conseguiu ativou o fetiche que o acompanhava havia tempo. Era um frasco esférica que ele inalou o conteúdo para depois assoprar uma densa fumaça densa e fétida que camuflava a presença de Apollo. Tirando a audição o Requiem estava cego.
Apollo alçou voo e subiu acima das árvores tentando se recuperar do golpe que tinha tomado e observando cada movimento do Requiem enquanto dava golpes frenéticos tentando acertar o corvo. Assim que Requiem abriu a guarda em mais uma salva de golpes Apollo fez um rasante e cortou a fronte de Apollo com a ponta de sua asa. Apollo subia novamente enquanto ouvia os Gritos de frustração de Requiem enquanto o sangue descia para dentro dos olhos. O segundo veio da mesma maneira do primeiro... só que em vez de acertar a fronte.... dessa vez foi no alvo.... cruzou os dois olhos de Requem fazendo que estourassem. Agora independente da fumaça já estar dissipando, Requiem estava totalmente cego.
Percebendo a sua fraqueza acalmou o lobo dentro de si e resolveu lutar com a cabeça. Sabia que tinha acertado aquele corvo com uma boa garrada e que tinha fracturado algumas costelas, talvez fosse possível ouvi-lo. Um novo golpe atingiu-o no meio do peito como um aríete, jogando-o no chão. Pelo menos é possível ouvi-lo vindo pois alem do barulho do farfalhar de penas ainda tinha o chiado de seu pulmão perfurado. No próximo acertaria.
Apollo sofridamente preparou-se para dar outro rasante sabendo que não aguentaria por muito tempo. Estava ficando progressivamente mais difícil de respirar e o gosto de sangue na sua boca era um péssimo sinal que o pulmão fora dilacerado. Sua cortina já há muito tempo se dissipara e sabia que tinha mais um ou dois golpes antes de ter de bater em retirada. Com isso em mente desceu em que temia ser sua ultima rasante.
Os filhotes assistiram a luta desde o inicio e perceberam que mesmo cego e cortado Réquiemera um predador formidável e que seria apenas uma questão de tempo até que Apollo fosse abatido. O maior dos filhotes enquanto examinava isso olhou para trás e encontrou seus dois irmãos apavorados. Joseph sentia se valente perante isso e vontade não lhe faltava para entrar e ajudar. Sua calma agora dava lugar a uma precipitação de batalha sentia seus musculos ficando tensos e rijos. Olhando a sua volta percebeu que não estavam com medo da batalha e sim dele mesmo.
O ultimo rasante deixou profundos cortes em suas costas, mas tinha percebido que todo vigor do corvo tinha se desviado e que o próximo ataque seria seu ultimo. Conseguia perceber que a trajectória de ataque sempre vinha de um dos lados e que o esforço de cada ataque já tinha deixado exausto. Era agora ou nunca, Requiem preparou-se para dar uma mordida ao próximo ataque que pelo jeito veio do lado direito. Com uma perfeição mortífera Requiem enterrou suas presas no pescoço do corvo, mas sem antes receber com todo o momentum o peso do corpo do corvo com as 8 garras enfiados no seu busto.
O filhote vendo a cena, com sua fúria dos ancestrais partiu para cima do assassino do seu amigo de infância, babando e exulando todo o que sentia e deixava de sentir naquele momento. Requiem por sua vez sentia o cheiro de fúria no ar e sabia que se ficasse por ali suas chances seriam quase nulas se o Roadrash não chegasse logo.
*
Olindamara observava o Roadrash procurando qualquer mensao de ataque ou movimentação brusca enquanto se rodavam mantendo uma distancia logo traz do alcance do outro. Olindamara depositou toda a sua fúria nos seus músculos já tesos, prontos para receber o primeiro golpe já que sabia que os lobos foram feitos para serem rápidos e esguios para dar o primeiro golpe e minar as forcas do adversário para o resto da matilha terminar de abatera presa. Já os ursos o contrario foram feitos pesados e tenazes para abater sua presa num único golpe e em seguida sobrepujar sua presa pela força bruta. E era isso mesmo que ela tentaria fazer, porém com o cheiro do sangue no ar ela sabia que tinha pouco tempo.
Olindamara fintou um ataque que forçou o Roadrash a antecipar seu ataque dando abertura para poder lançar o seu ataque. Roadrash acertou em cheio a sua mordida e uma das garradas em Olindamara fazendo ela desfalecer sobre o peso do próprio corpo. Logo em seguida a furia da Mãe Terra cresceu em seu busto reanimando o corpo desfalecido e mandando uma patada em direção à cabeça de Roadrash, acertando-o em cheio e mandando um pedaço de cranio voando pelo ar.
Este ultimo esforço esgotou seu corpo e Olindamara sentiu o corpo desfalecer sobre o seu próprio peso, agoniando e sangrando no chão da floresta. Estava satisfeita por ter morrido em nome da sua família. A sua única esperança era que Apollo deu conta do Requiem.
*
Perante a situação Requiem estava estático de espanto. Nenhum dos filhotes estavam em tempo cronológico suficiente para sofrer uma transformação. Sentia as emanações tóxicas da fúria pelo ar e isso não era nada bom. Um Nunalak em fúria já era um problema, semi-morto e cego lutando contra um Nunalak já era outra estória.
A sua primeira decisão era de obter um posicionamento táctico, uma de preferência fora do alcance do Nunalak, pois por mais que seus 2,10 e quase 300kg não era pária a um ser que mede pra mais de três e pesa quase uma tonelada de fúria correndo na direcção dele. Requiem seguiu seu primeiro instinto e subiu na árvore mais próxima. Apesar de cego o seu faro o guiava muito bem. Bem na maioria das situações o urso grisalho subia na árvore atrás da sua presa. este, já tomado pela fúria de Gaia, resolveu derrubar a árvore. No chão apavorado e perplexo com o acontecido Requiem bateu em retirada, assim talvez conseguindo ter segurança juntando-se à principal unidade.
Quando o filhote voltou a sí estava em uma forma que jamais conhecera. Estava branco com muito frio e tinha perdido quase todos os pelos. Mal conseguia sentir cheiro de nada e a sua visão tinha melhorado um pouco. Andava pela floresta e fia que estava destruida, queimada e o corpo dos ursos jaziam mortos no chão da floresta sagrada. Estavam muito maiores do que lembrava e de alguma forma numa forma familiar. Sentia uma culpa por akilo. Seja lá o que matou Apollo também matou a eles. A forma que estavam feridos deninciava isso claramente, e alem do mais os corpos ja entravam em estado de decomposição muito mais rápido do que era de se esperar.
Estava sozinho, frio e via e sentia coisas do mundo todo de uma outra forma. Sentia as coisas mudando no seu corpo que não conseguia explicar, estava sem as garras sem as presas estava alem de tudo indefeso, e exausto de fome.
O filhote andou dias apos dias, seu corpo mudava toda vez que tivesse um pensamento diferente. Por vezes perdia total controle do corpo e caia em convulsão em que partes distintas ocilavam entre a forma de um humano e de urso e tudo que vinha entre um e o outro. Estava perdendo a noção de o que era sonho e o que era realidade. Seus sonhos ele viajava para um mundo estranho, era a mesma floresta so que diferente. As vozes da floresta que sua mae tanto ensinara a escutar tinham corpos de vapor. Apollo veio até ele e falou para andar na direção onde o Sol Nascente tivesse no seu lado esquerdoe que lá teria respostas.
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